[LMota] Enviei o seguinte email a 11/2/09:
Ex.mos responsáveis da CMLisboa:
venho por este meio expressar a minha posição sobre a proposta em epígrafe. Expresso-me especificamente enquanto utilizador de bicicleta que, muito frequentemente, atravessa ou se dirige para a área em questão.
Em primeiro lugar, noto que, na proposta apresentada, existem algumas referências ao trânsito velocipédico, o que é sempre de louvar.
Porém, estas referências são invariavelmente fugazes e não consubstanciadas nas propostas finais apresentadas: apenas constam como considerandos. Mais ainda, verifica-se que quer no “Estudo de Acessibilidade e Transportes da Baixa Pombalina”, quer na “Planta”, não há qualquer referência aos problemas dos velocípedes.
Ora, dadas as suas características, o velocípede não pode ser considerado no mesmo plano dos restantes transportes individuais, como a própria proposta reconhece.
Chamo por isso a atenção para esta ausência.
Para além desta questão, lembro também que se tenta canalizar o pouco trânsito de atravessamento para a rua do Arsenal e afins. Ora, estas ruas, com carris de eléctrico, e um empedrado arcaico e muito mal mantido, são péssimas para a utilização de velocípedes. Deveriam por isso ser consideradas alternativas para acesso da baixa à frente ribeirinha, p.ex. através do próprio Terreiro do Paço.
Chamo também a atenção para a questão de atravessamento da baixa, por velocípede, no sentido Terreiro do Paço→Rossio/Figueira. A única alternativa, sem grandes declives nem exclusivo pedonal, é a R. da Prata que, apesar de recentemente renovada, tem a questão dos carris do eléctrico, que muitos acidentes causam. Convinha encontar uma alternativa para esta, eventualmente através de uma das ruas mais estreitas (Douradores, etc).
Melhores cumprimentos, Luís Mota